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DEPENDÊNCIA QUÍMICA

21/06/2017

 

A questão do uso de drogas, ilícitas ou não, é algo que ronda nosso cotidiano e acaba levando as pessoas a buscar ajuda. Segundo relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) divulgado em 2016, calcula-se que cerca de 5% da população adulta, ou 250 milhões de pessoas entre 15 e 64 anos, usou pelo menos algum tipo de droga em 2014. Para esse estudo foram consideradas drogas ilícitas como cocaína, heroína e maconha, ressaltando que, se o uso do álcool fosse considerado, esse número seria ainda mais alarmante.

 

O relatório aponta que o número de pessoas consumindo esse tipo de substância não tem acompanhado o crescimento da população mundial, contudo, quando o relatório trata do número de pessoas que apresentam transtornos relacionados ao consumo de drogas, os números já apontam crescimento de 27 milhões para 29 milhões de pessoas, sendo o transtorno mais comum a dependência química. 

 

O transtorno de dependência de substâncias psicoativas, como descrito no DSM, ou síndrome de dependência, nomeada pela Classificação Internacional de Doenças (CID-10), a dependência química é caracterizada como um conjunto de fenômenos fisiológicos, comportamentais e cognitivos, no qual o uso de uma substância ou classe de substâncias alcança uma prioridade muito maior para um determinado indivíduo que outros comportamentos que antes tinham maior valor. Também conhecida popularmente como drogadição, adicção, toxicomania, fármaco-dependência, entre outros, estão presentes os seguintes fatores:

 

  1. Compulsão ao uso;
  2. Estado de abstinência;
  3. Evidências de tolerância;
  4. Abandono de outros interesses;
  5. Persistência no uso.

 

Os fatores acima descritos são fonta de sofrimento para o indivíduo que faz uso da substância como para a sua família, o que faz com que esses casos acabem chegando nas clínicas médicas e psicológicas. Segundo o mesmo relatório, apenasas 1 em cada 6 pessoas com transtornos derivados do uso de drogas está em tratamento. É sabido que com o uso destas substâncias o indivíduo está sujeito a um risco de morte elevado. Apenas em 2014 foram 207 mil mortes relatadas e acredita-se que essas mortes poderiam ter sido evitadas com intervenções biopsicossociais.


O tratamento deverá ser composto de uma séria de especialidades avaliadas caso a caso, mas sempre contando com acompanhamento médico psiquiátrico e em alguns casos necessitando tratamento medicamentoso. Nesse contexto, destacamos o atendimento psicológico tanto ao usuário como a seus familiares como parte de uma estratégia estruturada de atendimento em saúde mental com o objetivo de reabilitar o usuário à atividades diárias e fortalecer a família no apoio ao dependente e enfrentamento dos conflitos existentes nestes casos.

 

Para o atendimento psicológico em consultórios de psicologia, ressaltamos que o dependente deve manifestar o seu interesse em passar pelo processo terapêutico e que este não deve estar mais sob o uso da substância. O trabalho deve se dar a partir da escuta deste sujeito,tratando como tal, dando espaço para a palavra, pois sua vida pode encontrar-se devastada, em colapso, devido ao abuso da substância, auxiliando-o tanto em relação ao controle da compulsão pela substância como para o entendimento do que levou a esse quadro, bem como o fortalecimento do indivíduo para que consiga lidar com sua vida sem necessitar fazer uso de qualquer substância. Trabalhar as questões de culpa, ansiedade, impotência e angústias, a fim de haja espaço para o pensar sobre essas questões, afastando-o do ato em si, que muitas vezes serve de tamponamento para frustrações e outras questões. Trazer à tona sonhos e desejos, a fim de um resgate de seu projeto de vida.

 

As famílias também se beneficiam desse tipo de acompanhamento, com o objetivo de fortalecê-la para lidar com o dependente químico bem como minimizar possíveis danos causados, pois em muitos casos o abuso de substâncias vem acompanhado de diversas formas de violência, rupturas de laços, opressão e outros conflitos. Além de fatores genéticos orgânicos, alguns casos são acompanhados por questões transgeracionais e um trabalho terapêutico com a família também pode ser interessante no sentido de tratar essas questões, quebrando o ciclo de repetições entre gerações.

 

Se quiser saber mais mais sobre o trabalho realizado nesses casos entre em contato conosco ou agende um horário com a nossa equipe.

 

Para saber mais sobre o assunto, leia:

 

Sobre o autor:

Luana da Silva Oliveira - Psicóloga Clínica e Organizacional, realiza atendimento clínico com crianças, adolescentes, adultos, casais e família.