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DOENÇAS PSICOSSOMÁTICAS: QUANDO A ORIGEM É OUTRA

10/09/2017

 

Algumas doenças que se dão no corpo acabam ficando sem explicação por parte do conhecimento médico, pois muitas vezes não existe uma causa orgânica, não aparecem em alguns exames ou até mesmo não respondem aos tratamentos. Levanta-se então a hipótese de que a doença tenha uma causa psíquica, ou emocional.

 

Pode nos parecer estranho que isso possa ocorrer. Podemos pensar que ninguém faria isso consigo mesmo, como se a pessoa pudesse controlar o que ocorre. Quem escolheria ficar doente? Contudo, uma pessoa com uma doença psicossomática não possui esse controle, muito do que se passa ela não tem consciência.

 

Todos nós podemos ficar com dor de cabeça ou estômago quando estressados, resfriados quando algo nos chateou ou até mesmo com uma dor de barriga frente a algo que nos dá medo ou ansiedade, como uma viagem. Essas somatizações acabam por denotando algo que estamos com dificuldade de lidar, mas conseguimos falar sobre isso, associar à situação e o sintoma logo passa.

Também não podemos confundir as doenças psicossomáticas com as conversões histéricas ou transtornos conversivos, muito estudados por Freud no final do século XIX, em que surgem sintomas que se assemelham com problemas ou lesões neuronais, como dores e paralisias em membros e estão relacionados com traumas e conflitos psíquicos dos pacientes.

 

As doenças psicossomáticas são sintomas sistemáticos e constantes, causando lesões no corpo e podem influenciar o surgimento ou piora de certas doenças. As doenças psicossomáticas mais comuns são:

 

  1. Problemas digestivos: Gastrites, úlceras, prisão de ventre, doenças inflamatórias intestinais e síndrome do intestino irritável;
  2. Doenças autoimunes: Lupus, artrite, hipotireoidismo e diabetes;
  3. Doenças respiratórias: Asma e bronquites;
  4. Músculos e articulações:  Fibromialgia e tendinites;
  5. Doenças dermatológicas: Alopecia, vitiligo e algumas dermatites;

 

 

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Esses são apenas alguns exemplos de doenças que podem se caracterizar como psicossomáticas, outras doenças também podem se enquadrar dessa forma.

 

Não existe uma relação universal entre as doenças e sintomas e o que ocorre psiquicamente com aquele paciente, pois cada sujeito possui histórias e questões diferentes e cada caso deverá ser avaliado.

 

Após avaliação médica criteriosa, esses pacientes são encaminhados ao profissional psicólogo, mas muitas vezes chegam ao consultório de Psicologia sem saberem o porquê, ou que esse encaminhamento faça sentido para eles, pois não conseguem reconhecer que sua doença possa ter uma causa psíquica. Isso se dá porque na maior parte dos casos o paciente acaba desenvolvendo uma doença psicossomática justamente por sua dificuldade em lidar e elaborar algumas questões ou até uma mesmo por uma estrutura psíquica deficitária, que acaba descarregando no corpo algo que poderia ter um outro fim.

 

O trabalho com esse paciente, não irá girar em torno da doença ou seus sintomas, mas em permitir que esse sujeito fale de si, se dê conta do que ocorre com ele mesmo e de sua história, podendo dar outro destino para suas questões psíquicas, fins mais saudáveis psiquicamente e para o seu corpo.

 

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Sobre o autor:

Luana da Silva Oliveira - Psicóloga Clínica e Organizacional, realiza atendimento clínico com crianças, adolescentes, adultos, casais e família.