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A ATIVIDADE FÍSICA E A SAÚDE MENTAL

Entrevista com: Juliana Pereira

Educadora Fisíca, Personal Trainer e Bailarina - CREF 052327-G/SP

01/09/2017

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Quando pensamos em exercícios físicos, podemos cometer o erro de levar em consideração apenas os benefícios estéticos que podem nos proporcionar. Contudo, além do fortalecimento muscular e da melhora da capacidade cardiopulmonar, que nos ajudam a evitar e auxiliam no tratamento de inúmeros doenças, praticar atividades físicas planejadas, estruturadas e repetitivas, como fazer musculação, corrida, nadar e etc. podem trazer benefícios para a nossa saúde mental também.

 

Sair do sedentarismo auxilia na melhora do sono, humor, memória, autoestima, controle do estresse e traz mais disposição para o nosso dia a dia, sendo também utilizado como uma alternativa não-medicamentosa auxiliar no tratamento de inúmeros transtornos mentais como ansiedade e depressão.

 

Para falar um pouco mais para a gente sobre a influência dos exercícios físicos na nossa saúde mental, convidamos a Educadora Física, Personal Trainer e Bailarina Juliana Pereira. Confira o que ela nos contou:

 

Habitar-TI: Como você vê a influência das atividades físicas na saúde mental das pessoas?

 

Juliana: Fisiologicamente, a atividade física faz o corpo produzir endorfina, que é um neuro-hormônio que promove a sensação de prazer e bem-estar. A atividade física, praticada com frequência, também faz com que o indivíduo se torne mais confiante, e ainda melhora sua autoestima. Atualmente, é bastante comum as pessoas iniciarem uma atividade física por recomendação medica ou de um psicólogo. A atividade física, muitas vezes, funciona como a “válvula de escape”, uma vez que tira o indivíduo da sua rotina.

 

Habitar-TI: Os seus alunos relatam esse tipo de benefício?

 

Juliana: Sim! É bastante frequente alunos relatarem que, ao final da atividade, conseguiram se desestressar de um dia pesado de trabalho, ou então que estão se sentindo melhores, mais satisfeitos com seus corpos ou que estão se sentindo mais dispostos no dia a dia.

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Habitar-TI: Qual o papel do educador físico nesse sentido?

 

Juliana: Cabe ao profissional entender as necessidades e limitações de cada um, e orientar na escolha da melhor atividade. E, ainda, motivar os alunos a todo tempo, para que não desistam e busquem cada vez mais novos e melhores resultados.

 

Habitar-TI: E quando há exageros? Pode trazer danos não só para o corpo como para a saúde mental?

 

Juliana: Com certeza! O excesso de atividade pode levar, entre outras, a uma doença denominada “Vigorexia”, que é um distúrbio psicológico relacionado a insatisfação com a própria imagem física. A pessoa tem uma imagem distorcida de si mesma e passa a sempre estar insatisfeita com seu corpo, querendo sempre mais resultados. Esse distúrbio leva a um excesso de treino, que pode gerar lesões musculares e articulares, bem como problemas psicológicos, como diminuição da autoestima.

 

Habitar-TI: Como alguém pode fazer para escolher qual o melhor exercício físico para ela mesma?

 

Juliana: O ideal é que sempre se procure um Profissional de Educação Física inicialmente. Este, baseado nas condições físicas e nos objetivos de cada aluno, vai indicar as atividades mais adequadas. A partir daí, é interessante que a pessoa experimente cada atividade e opte por aquelas em que se sinta mais à vontade, aquelas em que ele termine com sensação de prazer, bem-estar, com aquela sensação de “quero mais”.

 

Habitar-TI: Muitas pessoas têm vergonha e receio de iniciar alguma atividade física, você teria alguma dica?

 

Juliana: Que elas procurem atividades em que não se sintam expostas. Que sempre conversem com o profissional responsável pela atividade, sinalizando que estão iniciando, pois esse, por sua vez, irá orientá-la para que fique o mais à vontade possível. Uma outra dica, é realizar a atividade junto com amigos. Ter rostos conhecidos a sua volta sempre causa uma sensação de segurança e conforto maior.

 

Habitar-TI: Para algumas pessoas também é difícil manter a rotina de exercícios. Você teria dicas para que alguém possa manter-se em movimento?

 

Juliana: Se você não consegue manter a rotina de exercícios sob a orientação de um Profissional, (seja em uma academia ou em qualquer outro ambiente), é possível adotar hábitos benéficos para seu corpo, como, por exemplo, usar escadas e não elevador, estacionar ou descer do ônibus mais distante de onde vai e caminhar até o destino, ou até mesmo fazer todo o percurso a pé ou de bicicleta, caminhar ao ar livre.

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Sobre o autor:

Luana da Silva Oliveira - Psicóloga Clínica e Organizacional, realiza atendimento clínico com crianças, adolescentes, adultos, casais e família.