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FOBIA: O MEDO ALÉM

24/11/2017

 

A fobia é definida pelo medo intenso e irracional, pois ocorre diante de uma situação ou objeto que de fato não apresenta perigo para a pessoa na intensidade sentida por ela. É um medo intenso, acompanhado de angústia e ansiedade, que muitas vezes pode lembrar um ataque de pânico. É um sintoma presente em outras patologias, mas quando caracterizado como quadro psicopatológico, é representada pelos transtornos fóbico-ansiosos, onde a ansiedade está relacionada predominantemente a uma situação ou objeto.

 

São sintomas dos transtornos fóbicos-ansiosos:

 

  1. Taquicardia;
  2. Pressão alta;
  3. Falta de ar;
  4. Fala acelerada ou incapacidade de falar;
  5. Boca seca;
  6. Mal humor ou náusea;
  7. Tonturas;
  8. Tremores;
  9. Transpiração intensa;
  10. Sensação de asfixia;
  11. Sensação de aniquilamento;

 

É um sintoma comum na população em geral, atingindo cerca de 10% da população, sendo comum na infância, quando a criança ainda está lidando com suas fantasias acerca de uma série de situações e é comum que se tenha como alvo da fobia o escuro, animais e insetos perigosos e peçonhentos, monstros, dormir sozinho, entre outros. Também podemos encontrar pacientes com transtornos fóbicos-ansiosos na adolescência, adultos e também em idosos.

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De uma maneira geral, há três tipos principais de fobia: agorafobia, fobia social e as fobias específicas.

 

AGORAFOBIA

 

Os medos característicos deste tipo de fobia são os medos de:

 

  • Espaços abertos;
  • Multidões, lugares cheios (sejam abertos ou fechados);
  • Medo da dificuldade de escapar rapidamente para um local seguro (em geral a própria casa);
  • Medo de não ter ajuda caso venha precisar.

 

A Agorafobia ocorre muitas vezes em pessoas que também apresentam o Transtorno de Pânico e acaba levando as pessoas a terem medo de sair de casa, de ter medo de lugares onde normalmente tem muitas pessoas como shoppings, shows, metrô, entre outros. Essa situação tende a piorar quando estão sozinhas, pois acabam tendo a sensação de que não receberão ajuda caso venham a passar mal ou ter alguma crise.

 

FOBIA SOCIAL

 

A fobia social é caracterizada pelo grande medo de exposição a outras pessoas. É normal sentirmos medo de fazermos uma apresentação para uma grande audiência como palestrar para grandes públicos entre outros. Contudo, na fobia social, esse medo permanece mesmo quando a apresentação é realizada para um número menor de pessoas e mesmo para pessoas conhecidas, como em reuniões de trabalho, festas, alcançando até o medo de comer em público. Nessas situações a pessoa geralmente apresenta:

 

  • Sudorese;
  • Tremores;
  • Náuseas;
  • Diarréia;
  • Rubor na face.

 

É comum que a pessoa com fobia social também tenha uma baixa autoestima, insegurança e um convívio social prejudicado.

 

FOBIAS ESPECÍFICAS

 

As fobias especificas são caracterizadas pelo medo excessivo de uma situação ou objeto altamente específicos e ganham nomes específicos com a variação deste objeto, como por exemplo:

 

  • Claustrofobia – espaços fechados
  • Acrofobia – altura
  • Nosofobia – doenças

 

De uma forma geral, as implicações das fobias na vida do paciente variem de acordo com a intensidade e com facilidade que encontra em evitar as situações que as desencadeiam. Por exemplo, uma pessoa que tem fobia de estar dentro da água ou em um barco, poderá viver bem, desde que não precise entrar em contato com sua fonte de medo. Contudo, alguém com agorafobia ou fobia social terá impactos consideráveis no seu dia a dia e convívio social.

 

Em todos os casos o auxílio da psicoterapia se faz necessário, uma vez que possibilita não apenas o enfrentamento dos medos, mas também o entendimento do que os ocasionou e como lidar com eles.

Sobre o autor:

Luana da Silva Oliveira - Psicóloga Clínica e Organizacional, realiza atendimento clínico com crianças, adolescentes, adultos, casais e família.