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O USO DE MEDICAMENTOS E A PSICOTERAPIA

03/09/2017

 

É cada vez mais comum ouvir de alguém que está fazendo uso de algum medicamento que classificamos como psicotrópicos, psicofármacos ou psiquiátrico. São remédios que tratam a depressão, ansiedade, transtornos de humor, entre outros. Inicialmente utilizados dentro dos hospitais psiquiátricos para pacientes muito graves e agudos, com o avanço da indústria farmacêutica, deixando os medicamentos cada vez mais modernos e com menos efeitos colaterais, hoje são utilizados para o tratamento de forma mais ampla. Apesar do aumento no consumo, a disseminação das informações a respeito dos medicamentos psiquiátricos não acompanhou esse avanço e por isso existem muitos mitos, medos e preconceitos envolvendo o seu uso.

 

Como psicóloga, a função desse texto não é explicar como esses medicamentos atuam e sua finalidade, mas sim orientar interessados no assunto sobre a importância que esses medicamentos têm no tratamento de muitos transtornos psiquiátricos e na melhora no quadro de muitos pacientes, diferenciando a função da medicação e da psicoterapia.

 

O uso desses medicamentos deve ser sempre orientado, prescrito e acompanhado por um profissional médico e sua venda é controlada. Pode ser usado para controle de crises e estabilização de pacientes, bem como para garantir uma melhor qualidade de vida para aqueles pacientes que possuem algum transtorno mental. Muitas pessoas não conseguem seguir com suas vidas de forma produtiva e saudável sem o uso da medicação, que garantirá que a pessoa consiga se manter ativa, com menos sofrimento e consiga conduzir o seu dia a dia, inclusive ir à terapia. O tratamento medicamentoso deverá ser acompanhado periodicamente pelo médico psiquiatra e qualquer reação diferente ele deverá ser informado. Ajustes nas doses podem ser necessárias para garantir o melhor efeito do tratamento.

 

Já a psicoterapia pode ser conduzida tanto pelo médico psiquiatra (muitos possuem formação para tal) como pelo profissional psicólogo. Através de técnicas e intervenções específicas e com encontros periódicos, sendo a fala é sua principal ferramenta. Há uma variedade de abordagens de linhas teóricas que vão diferenciar nas técnicas utilizadas, contudo, o objetivo é trazer alívio ao sofrimento do paciente e uma melhora no quadro em que encontra.

 

Nem todo tratamento de um transtorno psiquiátrico é indicado tratamento medicamentoso, mas em todos há indicação da psicoterapia. Contudo, como o alívio dos sintomas é muitas vezes mais rápido através da medicação do que com a psicoterapia, muitos pacientes chegam aos consultórios interessados em iniciar o tratamento medicamentoso e não conseguem manter a psicoterapia, desistem do tratamento e tem dificuldade em mantê-lo. O contrário também ocorre, alguns pacientes que frequentam a psicoterapia têm medo de iniciar o tratamento medicamentoso e dificuldade em mantê-lo.

 

Encontrar profissionais de confiança e se ater ao tratamento indicado é o que garantirá a melhora do paciente e muitas vezes a família pode ser envolvida para garantir que o paciente se atenha ao tratamento. Informar-se sobre o assunto auxilia o paciente a entender melhor seu medos e preconceitos em relação ao assunto. A supervisão dos familiares também é importante durante o tratamento medicamentoso em relação ao controle do uso, visto que muitos desses medicamentos se ingeridos em altas doses podem ter efeitos colaterais preocupantes.

 

Se quiser saber mais sobre o processo psicoterápico, acesse nossos textos:

 

 

Sobre o autor:

Luana da Silva Oliveira - Psicóloga Clínica e Organizacional, realiza atendimento clínico com crianças, adolescentes, adultos, casais e família.