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MEDO: LUTA OU FUGA?

06/10/2017

 

O medo é algo universal do ser humano, todos temos medo. É uma emoção psicofísica, pois nos causa sensações como o aceleramento dos batimentos cardíacos, respiração acelerada, mãos frias e/ou suadas entre outros, frente aos perigos e ameaças. O medo está ligado à nossa preservação e segurança, por causa dos nossos medos ficamos distantes de muitas coisas que de fato nos fazem mal.

 

Sempre que falamos de medo estamos falando de medo de alguma coisa que nos ameace física ou psiquicamente, como por exemplo:

 

  • Viajar de Avião
  • Altura
  • Escuro
  • Animais perigosos

 

Também podemos falar de medos mais complexos, como:

 

  • Solidão
  • Abandono
  • Adoecer
  • Morte
  • De si mesmo

 

Frente aos nossos medos, podemos reagir de três formas: fugindo, paralisando ou agindo.

 

A FUGA

 

Quando pensamos em fugir frente aos nossos medos, faz muito sentido quando pensamos em algum perigo concreto como um animal feroz, um incêndio, um bandido. Contudo, muitas vezes, nem nesses casos, fugir é a melhor opção. Fugir em um assalto pode causar uma reação inesperada do assaltante. Quando batemos o carro e fugimos com medo também pode trazer consequências graves, mas controlar o medo e conseguir reagir da melhor forma nem sempre é tarefa fácil.

Quando falamos de medos como solidão, adoecimento e outros fica mais complicado ainda. Fugir de relacionamento com medo de ser abandonado, evitando vínculos com os demais pode causar sofrimento à pessoa, por mais que esteja evitando o seu objeto de medo.

 

E QUANDO PARALISAMOS?

 

Muitas vezes paralisamos frente ao que nos causa medo, ficamos inertes, sem reação. Isso ocorre quando não conseguimos enfrentar nossos medos, mas também não conseguimos fugir deles.

 

ENFRENTANDO OS MEDOS

 

O medo nos move quando pensamos no que queremos evitar e agimos de modo que isso não ocorra, por exemplo, tenho medo de ser atropelado, por isso olho para os dois lados antes de atravessar a rua, tomo cuidado e fico atento.  Não deixo de sair à rua e quando vejo um carro também não saio correndo desesperado. Eu consigo controlar a situação.

Em relacionamentos, tenho medo de ser abandonado, por isso escolho muito bem meus parceiros, me certifico de que os sentimentos são recíprocos e que posso confiar nessa pessoa, contudo, não evito me relacionar e nem abandono qualquer relacionamento frente à menor ameaça.

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O QUE NÃO É MEDO

 

Quando estamos falando do medo sem objeto, aquele que o sujeito não consegue relacionar a coisa alguma, ou aquele mais difusa, que não se aplica a uma determinada situação e nos persegue constantemente, estamos falando de ansiedade, angústia e/ou fobia.

 

MEDOS IRRACIONAIS

 

Existem também aqueles medos que chamamos de irracionais, que são os medos de objetos e ou situações que de fato não nos causam perigo. Muito comuns na infância, na vida adulta geralmente os medos irracionais nos paralisam ou geram comportamentos de fuga e podem prejudicar o cotidiano daqueles que os vivenciam.

 

O MEDO DENTRO DE NÓS

 

Para a psicanálise, o medo também possui uma fonte interna, pois possuímos dentro de nós o desconhecido, o estranho, o que não gostamos e queremos evitar e tudo isso também nos causa temor. Somos impactados no nosso dia a dia pelo surgimento repentino de algo inquietante, estrangeiro, nada familiar — muitas vezes vindo das nossas profundezas. Aprender a lidar com os monstros e os estranhos que nos habitam podem nos ajudar a lidar com diversas facetas da nossa vida, como a nossa agressividade, a nossa sexualidade, entre outros.

 

QUANDO PROCURAR AJUDA?

 

A pessoa deve procurar ajuda quando percebe que seu cotidiano está sendo prejudicado, seja em sua autonomia, nos relacionamentos sociais, no seu trabalho e outros. Os comportamentos de evitação e de fuga podem restringir o dia a dia pessoa, causando insatisfação e frustração.

 

Em muitos casos o medo já deixou de ser apenas um medo pontual e se tornou um medo irracional ou já se enquadraria em uma ansiedade, angústia ou fobia, sendo que estes podem ocorrer ao mesmo tempo.

Nessas situações o auxílio psicológico ajuda não apenas a enfrentar e conseguir controlar-se frente ao medo, mas também o que o ocasionou e evitar que outro medo como esse se forme novamente, fazendo com que o sujeito utilize seus medos a seu favor e descarte aqueles que não o ajudam.

 

O medo de ir ao psicólogo também deve ser enfrentado!

 

Sobre o autor:

Luana da Silva Oliveira - Psicóloga Clínica e Organizacional, realiza atendimento clínico com crianças, adolescentes, adultos, casais e família.